Olá, pessoinha. Pode me chamar de Isa, detesto formalidades. Dia dez de março de mil novecentos e noventa e três nasci, querendo ou não, numa clínica em Humaitá no Rio de Janeiro, onde 90% dos cariocas de 1990 a 2000 nasceram. Cresci numa escola suíça de onde guardo lembranças boas, mas formei grande parte da minha essência numa escolinha francesa meio pentelha, que na verdade eu amo. Eu reclamo, eu xingo, eu me descabelo, falo horrores a respeito, mas a verdade é que eu não queria estudar em outro lugar, nunca. No atual ano de 2008 estou cursando o primeiro ano do segundo grau e sem idéias daquele futuro brilhante que esperam meus pais. Comecei a considerar direito, mas minha vontade mesmo é escrever. Ou ganhar dinheiro dormindo e tocar violão nas horas vagas que, na verdade, sempre foi minha maior ambição.
Eu adoro muitas coisas. Na verdade, vocês vão perceber que eu adoro coisas demais. Eu adoro cores. Cores me deixam muito feliz mesmo. Eu adoro ler, debaixo do edredom num dia chuvoso ou na praia num dia de sol. Eu adoro viajar, mesmo que nem sempre o dinheiro permita. Eu gosto de compôr, tudo e qualquer coisa, verso ou prosa, quer fiquem bons ou não. Eu só preciso escrever, isso me acalma, ou me empolga. Depende. Eu gosto de andar descalça, e de deitar na grama. Eu adoro água .. e vento. Comer e dormir. Falar e ouvir. Correr e andar. Barulho e silêncio. Chuva. Abraçar. Nossa, eu amo abraçar. Contato me faz bem. Eu amo pessoas. De jeitos diferentes eu amo várias. Eu me apego fácil, me machuco às vezes, mas eu gosto. E recomendo, apeguem-se. Mas mais que tudo, eu amo música. Todos os tipos. Não sou tão correspondida quanto gostaria, mas estou trabalhando nossa relação
E odiar é uma coisa muito forte e negativa. E relativa demais. Eu posso pensar em uma pessoa que eu odeio, ou em coisas que me irritam, mas eu prefiro as inúmeras coisas que eu amo. E são muitas, porque eu sou mongol. Mas só pra não desperdiçar o parágrafo, eu realmente odeio cigarro. E cebola.
Sei lá. Eu falo quatro línguas. E gosto. Confundo todas, sempre. Eu escrevo, só não decidi se tenho algum talento ainda. Talvez não, mas eu gostaria. Eu atuo. Bom, atuava. Mas não tem nada que me faça mais falta. Teatro é mágico, pessoinhas, mágico. Uma confusão de cores, falas, pessoas e emoções. Não tem nada que faça um bem maior pra alma. Só música, talvez.
Eu sou pequena. Demais, ou bastante, pelo menos. Comecei a me acostumar, agora, mas eu confesso que tomei uns remedinhos aí da vida pra crescer míseros 3 centímetros. Abomino futilidades, mas tenho as minhas. Todo mundo tem um lado podre. Eu bebo. Não muito, às vezes .. Eu canto. E mal. Eu sou flamenguista. Dividida e vira-casaca, mas flamenguista. Confesso que ainda guardo uns sentimentos meio dúbios pelo fluzão.
Eu tenho uma fobia. Não gosto de falar muito a respeito, mas eu tenho fobia de agulhas. Injeção, que seja. E não é frescura, é fobia, e eu sempre me irrito com quem discorda. É fobia ao ponto de me fazer reconhecer o posto de saúde quando eu tinha três meses, é fobia ao ponto de me fazer desmaiar, por isso não venha chamar de frescura.
Eu tenho pressão baixa. Já desmaiei algumas vezes. Eu tenho dor nas costas quando fico menstruada, mas já tive cólica uma vez. Eu tenho medo de parir e, em certas épocas, de relacionamentos. Eu tenho medo de ficar sozinha, às vezes. Às vezes não. Eu amo filmes, mas não gosto tanto assim de cinema. Prefiro DVD. Falo palavrão e desisti de parar. Sempre fui meio precoce, e não recomendo. Já amei a ponto desesperadoramente alto. Na verdade, eu só considero amor quando É desesperadoramente alto. Já fiz escolhas das quais me arrependo até hoje, e perdi uma certa pessoa em especial. Um certo Pedro, digamos. Tudo porque escolhi um Rafael que não sei se seria justo definir como errado. Mas agora acho que me encontrei num Thiago. Espero. Na verdade, eu me encontrei, sabe. Eu não vou desenvolver muito esse assunto, porque é muito meu, mas eu finalmente me encontrei. E vocês podem dizer que eu ainda posso estragar tudo e perdê-lo, mas isso não o torna menos certo, menos ideal. É ele.
Tenho um sonho de Nova York que compete com um amor louco de Brasil. A França me deu várias coisas, mas me tirou o dobro. Em abril, a Itália me deu coisas boas e outras nem tanto assim, e um certo intercâmbio provavelmente para Cambridge me aguarda assim que eu me formar no Brasas. A nostalgia dos longos dias e belas noites de Orlando e Weston ainda me invade muito freqüentemente.
Eu falo muito; e faço ‘pequenas’ ‘informações’ ‘biográficas’ extremamente longas e aleatórias.
gostei, isa.
bom mermo.
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texto critico legalzinho
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beeijos :*
isso ta legal isa
vc escreve bem sim
bjos