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	<title>Existencialidades</title>
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	<description>Marcas e lembranças que restaram de ter deixado te sentir tão forte assim.</description>
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		<title>Existencialidades</title>
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		<title>Obsessão</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 01:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[.. é algo que eu definitivamente sou incapaz de compreender nesse momento.
Eu realmente fico embasbacada &#8211; e meio entediada, confesso &#8211; ao ver inúmeros de meus amigos obsecados &#8211; ao mesmo tempo! &#8211; por uma determinada pessoa ou coisa.
Tem duas amigas minhas, em especial, que estão obsecadas por uma pessoa que mal conhecem. Pra quê?
Não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=446&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>.. é algo que eu definitivamente sou incapaz de compreender nesse momento.</p>
<p>Eu realmente fico embasbacada &#8211; e meio entediada, confesso &#8211; ao ver inúmeros de meus amigos obsecados &#8211; ao mesmo tempo! &#8211; por uma determinada pessoa ou coisa.</p>
<p>Tem duas amigas minhas, em especial, que estão obsecadas por uma pessoa que mal conhecem. Pra quê?</p>
<p>Não sei se é porque estou numa fase de maior desapego, mas realmente ma parece absurdo e muito, muito chato ficar o dia inteiro pensando numa pessoa fixa, numa idéia só.</p>
<p>O que aconteceu com o multifuncionalismo que fora outrora tão estimado?</p>
<p>Encantamento é uma coisa .. eu me encanto sempre, mas me encanto por várias pessoas .. pessoas são extremamente encantadoras, e não há mal nenhum nisso.</p>
<p>Mas se apegar tão fácil assim é medonho. Se apegar pra mim é algo muito raro, extremamente especial.</p>
<p>É como se eu consentisse a penetração da minha alma à algo tão volúvel quanto uma pessoa.</p>
<p>Não quero um entra e sai de estranhos não, muito obrigada.</p>
<p>(Desculpem o tempo sumida, aos poucos pretendo retomar o ritmo)</p>
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		<item>
		<title>O texto da caixa de violão</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/08/17/o-texto-da-caixa-de-violao/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 19:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>
		<category><![CDATA[caixa]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados 2008]]></category>
		<category><![CDATA[thiago]]></category>
		<category><![CDATA[violão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu namorava o Thiago, no aniversário dele o presenteei com um violão, carinhosamente batizado de Jorge (e mais carinhosamente apelidado de Negão). A caixa do violão ficou aqui em casa. Pro dia dos namorados, escrevi na caixa de violão toda, frente e verso, tudo, simplesmente tudo que eu sentia por ele. É um texto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=443&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Quando eu namorava o Thiago, no aniversário dele o presenteei com um violão, carinhosamente batizado de Jorge (e mais carinhosamente apelidado de Negão). A caixa do violão ficou aqui em casa. Pro dia dos namorados, escrevi na caixa de violão toda, frente e verso, tudo, simplesmente tudo que eu sentia por ele. É um texto muito importante pra mim, e, por isso, o ponho aqui no Exist junto com tantos outros sentimentos queridos. É o texto mais sincero que já escrevi e espero mesmo que ele o guarde pra sempre, porque deu trabalho.<br />
</em></p>
<p><em>-</em></p>
<p>Bebê,</p>
<p>hoje é dia dos namorados, esse violão foi seu presente de aniversário &#8211; que foi três dias depois dos nossos dois meses de namoro e dois dias depois dos nossos três meses juntos &#8211; e, logo logo, antes mesmo que a gente perceba, estaremos fazendo 4 e 5 meses, e 1 ano, e 2 e 3 ..</p>
<p>Passei muito tempo pensando no que eu ia escrever nessa caixa; eu não podia desejar, porque já tinha desejado no depoimento de aniversário, e eu não podia agradecer, porque já tinha agradecido não só no cartão de dia dos namorados como em todos os dias desde que você apareceu na minha vida. Não podia ser qualquer coisinha; essa caixa representa um monte de datas, um monte de tempo, um monte de .. sentimentos, sensações. E é deles que eu vou falar. Desse &#8220;whole new world&#8221; que você implantou na minha vida e que é tão, tão! mais bonito mais colorido, mais .. mais vivo, cacete, por mais redundante que isso possa parecer.</p>
<p>Vou falar de como a felicidade é mais constante, como a saudade é mais forte, como os batimentos cardíacos são mais acelerados, os beijos mais longos, os abraços mais apertados, os olhares mais profundos, as palavras mais significativas e o amor maior, mais sincero, mais absoluto. Mais recíproco. E como é tudo tão maravilhosamente novo, surpreendentemente único. A cada beijo, por mais constantes que esses sejam, eu sinto uma sensação totalmente nova, diferente de todas as outras mas que, ainda assim, de alguma maneira ou outra, sempre tem um pouco daquele sentimento do verdadeiro primeiro beijo, na casa do Alessio, aquele que anulou todos os beijos dados antes daquele. A cada &#8220;eu te amo&#8221;, por mais que esses possam parecer repetitivos a quem ouve de fora, meu coração dispara, até o ponto de parecer não caber no peito, exatamente como na primeira vez, no rosas, dia 22 de março de 2008, e ainda assim, completamente diferente.</p>
<p>Cada uma de nossas primeiras vezes está guardada na minha memória; mas com voce, não sei explicar, até as ações mais banais e cotidianas acabam sendo &#8220;primeiras vezes&#8221;: cheias de emoções inusitadas, abracadabrantes. E não sei se isso fica claro pra quem vê de fora, mas é absolutamente lindo; é de uma pureza praticamente sem igual. A maior parte das primeiras vezes de um ser humano ocorrem quendo ele é apenas um bebê pequeno e frágil, que não sabe muito bem como e porque ele foi parar naquele mundo tão complicado onde todos são maiores que ele e se recusam a explicar-lhe qualquer coisa que seja. É até engraçado imaginar que as pessoas me olham de fora e sequer imaginam o tamanho da minha sorte ! Elas não fazem idéia de como nossa relação é mágica, como esses sentimentos são complexos e como eu sou privilegiada por poder sentir e analisar sensações que, até hoje, eram exclusividades de bebês ! E eu não só lembro, como entendo cada uma dessas emoções. Não é tão dificil; é amor simples e puro mas, ao mesmo tempo, metamórfico. Ele desfila diante dos meu olhos nas mais diversas formas, nas cores mais brilhantes, eu faço o possível para tirar o maior proveito dele, para que meus olhos reflitam tudo aos seus. Por isso é tão importante te mostrar tudo que eu sinto: é tudo tão imcomparavelmente belo, puro. Graças a você eu sei o gelado do primeiro sorvete, a expectativa do primeiro filme, o desespero da primeira saudade, o salgado da primeira onda na pele, o doce da primeira palavra gentil, o frio da primeira brisa no rosto e o calor inconstante de um primeiro amor. Acima de tudo, a alegria na urgência de te fazer feliz, o MAIS feliz, como simples forma de, bom, agradecimento, mesmo que eu tenha decidido não me prolongar sobre esse tema. Não sei dizer se a explicaçao é válida, mas talvez tantas primeiras vezes sejam o motivo de todas as nossas despedidas parecerem eternas, sem importar se nos veremos no dia seguinte ou somente na quinta, conforme a hora da separação se aproxima, cada beijo fica maior, mais voraz, depois com mais ternura. Cada abraço mais apertado, desesperado, para ir se afrouxando lentamente até a hora que nossos corpos finalmente se separam e seguem cada um seu rumo. Outro privilégio.</p>
<p>Se primeiras vezes são destinadas a bebês, últimas vezes são destinadas a velhos, fracos, angustiados. Pessoas que já descobriram tudo e já estão cansadas desse óbvio todo. E eu, com você, posso ter várias últimas vezes sabendo que ainda terei uma vida delas pela frente, já que no final das contas elas acabam se confundindo com as primeiras, gerando vezes inomináveis, únicas; nossas. Outra beleza inegável. Nossa união ultrapassa as barreiras mundanas, não respeita ciclo de vida algum. Pode parecer exagero, ou até muita pretensão, mas eu realmente ouso afirmar isso tudo que eu escrevi aqui e, não obstante, declarar que acredito piamente que tudo isso faz total sentido. E faz. Pros outros, não sei, mas estou certa que você entende e sua simples compreensão é a única que preciso, tal como não preciso de outros olhares, outras palavras, outro alguém. Tudo que sempre quis e precisei se mistura, se confunde pra formar você, pura e simplesmente você, com todas as qualidades e imperfeições que criam, além das inúmeras sensações já citadas, uma nova definição de perfeição; o que é perfeito, não da maneira humana, utópica .. mas à minha maneira. E essa maneira é você, bebê, sem tirar nem pôr, com todas as pequenas coisas que me encantam. Seus ciuminhos, suas palhaçadas, as coisas que você sussurra no meu ouvido enquanto me abraça, me protege, me colocando o mais próximo de você possível. E ainda assim esse perto nunca parece suficiente, eu sempre quero mais, falar mais, beijar mais, abraçar mais, até te morder mais ou rir mais de você quando você morde meu nariz ou fala que minhas onomatopéias são lindas.</p>
<p>Você me tem tão completamente que tudo me lembra você. É meio que uma espécie de narcicismo às avessas que me faz achar que tudo foi  feito pensado pra você. Cada música, imagem, foto, poema, palavra, cada figura de linguagem, cada beleza, cada caos, cada excesso. Tudo criado por nossos jogos (<em>parêntese pra dizer que nessa palavra o Thiago não entendeu minha letra e eu demorei MUITO pra lembrar que palavra ficava aqui. Não é minha culpa se meu J é errado u.u</em>) ou leis, pela nossa união. Voce é a única pessoa que me encanta mais que Beatles e até hoje não sei se deixei clara tamanha intensidade. Acho que isso foi o mais próximo que eu já cheguei, mas continuo com aquela persistente sensação de que ainda há muito mais a ser dito;</p>
<p>Um mundo e meio meu amor. Você sabe bem.</p>
<p>&#8220;Limitless undying love which shines around me like a million suns and calls me on and on across the universe&#8221;</p>
<p>Te amo muito.</p>
<p>Beijos, isa.</p>
<p>-</p>
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		<title>Geração Prozac</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 03:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[adolescências]]></category>
		<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[avô]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me conhece bem sabe que meu avô sempre foi a pessoa que mais amei na vida. Mais que meus pais, mais que meus amigos, mais que qualquer um.
Quando ele morreu, eu me afundei dentro de mim mesma. Foi quando comecei a escrever. Eu não contava o que eu realmente sentia pra ninguém, eu escrevia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=441&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quem me conhece bem sabe que meu avô sempre foi a pessoa que mais amei na vida. Mais que meus pais, mais que meus amigos, mais que qualquer um.</p>
<p>Quando ele morreu, eu me afundei dentro de mim mesma. Foi quando comecei a escrever. Eu não contava o que eu realmente sentia pra ninguém, eu escrevia e chorava tudo.</p>
<p>Eu lembro muito bem.</p>
<p>Eu tava na sétima série e minha escola fez uma viagem para Minas. Num certo dia da viagem eu passei muito mal, fiquei indisposta o dia todo .. quando cheguei no Rio descobri que ele tinha morrido naquele dia mesmo.</p>
<p>Ele tinha um grau absurdo de diabetes e ainda andava e via perfeitamente .. não é conversa de neta coruja, ele era um milagre médico. Ele estava internado para uma cirurgia, nada sério .. eu planejava visitá-lo quando voltasse de Minas e dar um All Star pra ele.</p>
<p>Eu perdi a pessoa que mais amei no mundo, e foi duro, foi extremamente difícil, mas eu me recuperei. Demorou muito, principalmente porque eu não me abri com ninguém a respeito.</p>
<p>A escrita num primeiro momento me isolou na tristeza mas, quando me cansei dela, foi a escrita que também a tirou de mim e até hoje sou muitíssimo grata.</p>
<p>Essa recuperação lenta e sofrida foi muito significativa na minha formação de caráter. Eu me fortaleci muito. Minha visão do mundo mudou drasticamente, e pra melhor.</p>
<p>Foi a pior coisa que me aconteceu, e ainda assim eu sei que podia ser tão pior! Sei que essa conversa é clichê, mas REALMENTE tem gente que não tem o que comer, ou onde dormir .. tem gente que apanha todo dia, tem gente que vai morrer sem ninguém pra chorar por elas .. o meu pior foi muito leve e, vejam só, eu superei. Tudo isso na tenra idade de 13 anos.</p>
<p>Por isso fico injuriada com essa história de anti-depressivos.</p>
<p>Duas amigas minhas tomam, uma de 16 e uma de 18 anos.</p>
<p>A primeira tem muitos problemas com os pais. A segunda perdeu uma namorada pela qual era particularmente apegada.</p>
<p>Por favor, né?</p>
<p>Não quero minimizar os problemas das duas, que me são muito queridas .. mas vamos falar francamente, QUEM não tem problema com os pais? Não, sério mesmo.</p>
<p>Meu pai é um ultra-pessimista maníaco com TOC que não quer que eu saia de casa quando ELE está de mau-humor (ou seja, sempre)</p>
<p>Minha mãe é racista homofóbica interesseira preguiçosa chantagista (insira aqui resto da lista)</p>
<p>E eu moro com eles!</p>
<p>Hoje estou solteira, o que significa que não um, não dois e nem três, mas QUATRO relacionamentos meus acabaram, por minha escolha ou não!</p>
<p>E não é refresco, mas é totalmente superável.</p>
<p>Não consigo ver motivo plausível nenhum para qualquer pessoa precisar de remédios para sobreviver, é tudo questão de lutar ou jogar a toalha.</p>
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		<item>
		<title>Duplas</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/08/02/duplas/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 02:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[delírios]]></category>
		<category><![CDATA[relevâncias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi tudo.
Foram as formas, o contato, os olhares, eu descobri quando seria.
E seria no dia seguinte.
Não sei bem o que foi, mas algo me segurou o sono e vagando pelo quarto achei a massa preocupadoramente grande de manuscritos feitos nas férias, nas horas insônes, nas horas de frio, nas horas de preguiça, nas horas de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=434&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Foi tudo.</p>
<p>Foram as formas, o contato, os olhares, eu descobri quando seria.</p>
<p>E seria no dia seguinte.</p>
<p>Não sei bem o que foi, mas algo me segurou o sono e vagando pelo quarto achei a massa preocupadoramente grande de manuscritos feitos nas férias, nas horas insônes, nas horas de frio, nas horas de preguiça, nas horas de ressaca.</p>
<p>Joguei tudo fora. Páginas e mais páginas de pensamentos imortalizados mortas.</p>
<p>Eu sabia bem o que era aquilo, e tinha que parar. Era eu tentando fugir do mundo de novo e me isolar no papel.</p>
<p>E eu não sou assim. Eu ajo primeiro, penso depois. Não é o que nenhuma mãe recomendaria, mas é o que me permite permanecer no mundo, ficar viva. Ser a pessoa que eu sou e sinto prazer em ser, essa pessoa fácil, leve, que pensa e escreve MUITO, mas leva a escrita em função da vida e não o contrário.</p>
<p>Olhei pro relógio; eu deveria acordar dali a duas horas, e me tentou usá-las para descarregar a expectativa na escrita, mas resisti. Senti que precisava guardá-la, e o fiz.</p>
<p>Acordei, mesmo que com certa dificuldade, levantei, me vesti rapidamente e fui. Novamente, fui pega por uma tentação viciosa: alimentar-me dos pensamentos ao invés de nutrientes.</p>
<p>Tomei um copo de leite e fui, &#8220;cabeça doida, coração na mão&#8221;.</p>
<p>Cheguei, pensando em não tentar me manter calma .. e percebi que de fato não precisava.</p>
<p>Você entrou e, chegada a hora, levantei e te olhei. Registrei meu primeiro impulso &#8211; embora admita que possa ter sido o seu &#8211; enlacei seu corpo que já enlaçava o meu e te beijei.</p>
<p>Um beijo que não selava contratos, não estabelecia regras, era apenas aquilo: a externização da vontade de duas pessoas, em acordo mútuo.</p>
<p>E ao contrário do óbvio, não foi vazio. Irrita-me profundamente essa idéia fabricada de que a falta de um compromisso injustificado e forçoso gere beijos desprovidos de emoção e significado.</p>
<p>Perdoem a expressão, mas foi um puta beijo.</p>
<p>Foi rápido, confidencial e culposo e foi no meio desses elementos duvidosos todos que eu finalmente imortalizei todos os meus pensamentos, vontades e dúvidas em forma física e viva, que respira;</p>
<p>imortal na vivacidade de um desejo e não no morto de um papel abandonado nos cantos da minha mente ou do meu quarto.</p>
<p><em>&#8220;Meu coração não mente quando canta e diz</em></p>
<p><em>Eu faço exatamente o que eu sempre quis</em></p>
<p><em>E é muito importante que eu seja feliz ..&#8221;</em></p>
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		<title>Unique</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 10:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>
		<category><![CDATA[acaso]]></category>
		<category><![CDATA[metro]]></category>
		<category><![CDATA[vontade]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo da sua vida, você vai ficar &#8220;afim&#8221; de inúmeras pessoas, e amar um certo número (bem) mais restrito delas.
O amor, se é amor mesmo, geralmente não passa, apenas muda.
Mas esse desejo, essa vontade de alguém .. o tempo leva, traz outros.
Mas tem uma pessoa, apenas uma, que eu tenho certeza que vou morrer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=422&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ao longo da sua vida, você vai ficar &#8220;afim&#8221; de inúmeras pessoas, e amar um certo número (bem) mais restrito delas.</p>
<p>O amor, se é amor mesmo, geralmente não passa, apenas muda.</p>
<p>Mas esse desejo, essa vontade de alguém .. o tempo leva, traz outros.</p>
<p>Mas tem uma pessoa, apenas uma, que eu tenho certeza que vou morrer com isso.</p>
<p>Um certo amigo, de nome irrelevante, que em janeiro de 2006 eu conheci em um lugar mágico, em condições especiais, o encanto foi imediato .. era algo sobre seu jeito, o contato .. definitivamente o contato.</p>
<p>Nos víamos regularmente. Um dia, ficamos. Foi tudo que eu imaginava e um pouquinho mais, exatamente como é na maioria das vezes, vocês já sabem o protocolo, não preciso explicar.</p>
<p>Quando ele começava a namorar &#8211; sempre! sempre namorando esse menino, sempre, sempre &#8211; passávamos a nos ver menos, e com o passar do tempo eu nem pensava mais nisso .. e quando lá estava eu, destraída, um belo dia ele aparecia no metrô &#8211; sempre no metrô. Me enlaçava o corpo, apenas alguns segundos a mais e apenas um pouco mais forte que as outras pessoas, afastava-se um pouco, mas mantendo o abraço, conversava comigo como se tivéssemos nos visto ontem mesmo.</p>
<p>Talvez sejam esses poucos segundos que façam a diferença, ou essa pequena, quase imperceptível força extra.</p>
<p>Mais provavelmente, talvez seja essa continuidade do abraço que ele parece relutar em romper, pela importância que o contato tem pra mim.</p>
<p>Definitivamente não é por ele ser mais carinhoso, ou mais gentil, ou mais bonito que os outros.</p>
<p>Muitas pessoas já me perguntaram se eu tenho certeza que não é amor, mas volto a dizer, pela enésima vez que sim, estou certa e muito segura.</p>
<p>É muito diferente. Eu poderia citar inúmeras diferenças, mas a mais berrante é que sua ausência não me causa dor, apenas vontade.</p>
<p>É mais como se eu tivesse fome dele, mas não essa urgência avassaladora do amor.</p>
<p>Segunda, mais uma vez, ele apareceu no metrô, enlaçou-me o corpo e aquelas sensações todas embaralhadas me subiram à cabeça.</p>
<p>Para variar, ele está namorando. É por isso que eu meio que agradeço essa distância que se estabelece entre nós nessas épocas .. ele me trata sempre exatamente do mesmo jeito, com o mesmo contato em dose certa, e é mais seguro, mesmo que menos prazeroso, que permaneça desse jeito.</p>
<p>Não tenho pressa, pois sei que esse &#8220;sentimento&#8221; (por não haver palavra melhor) vai me acompanhar por toda a vida, mais que qualquer amor, mais que qualquer coisa.</p>
<p>Eu apenas sei.</p>
<p>Não sei se pela rusticidade do &#8220;sentimento&#8221;, ou por que outro motivo .. eu apenas sei.</p>
<p>Apenas sei e aceito sem escolha que por mais apaixonada que eu esteja por qualquer pessoa, eu sempre vou prestar mais atenção na ciclovia da orla, na sua rua ..</p>
<p>pra sempre te encontrar quando estiver desatenta, no metrô, perder o fôlego entre os seus braços e agradecer por cada beijo.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>O Escritor Embriagado</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/07/30/o-escritor-embriagado/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 02:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele estava num daqueles estados de embriaguez em que você não está lúcido o suficiente nem para saber se está bêbado ou não.
E, ainda assim, naquela hora ele soube.
Ele estava muito bêbado, terrível e irremediavelmente bêbado.
Soube imediatamente quando começou uma nova música nas caixas de som de seu bar.
Aquela música &#8211; tão cheia de significado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=426&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ele estava num daqueles estados de embriaguez em que você não está lúcido o suficiente nem para saber se está bêbado ou não.</p>
<p>E, ainda assim, naquela hora ele soube.</p>
<p>Ele estava muito bêbado, terrível e irremediavelmente bêbado.</p>
<p>Soube imediatamente quando começou uma nova música nas caixas de som de seu bar.</p>
<p>Aquela música &#8211; tão cheia de significado para ele &#8211; o invadiu de um sentimento que estava bloqueando havia muito tempo.</p>
<p>Foi um tsunami.</p>
<p>Depois de muito tempo sendo puxado pra dentro do &#8220;mar&#8221;, o sentimento saturado voltou com tudo e, com toda a enorme força que tinha, o naufragou dentro dele mesmo.</p>
<p>Foi pra casa e decidiu dar um basta naquilo tudo.</p>
<p>Com aquela lógica apenas verdadeira aos bêbados, decidiu escrever-lhe.</p>
<p>Pedir-lhe desculpas, explicar-lhe tudo que sentia em sua enorme complexidade ..</p>
<p>Escreveu, escreveu, escreveu .. uma vez &#8220;terminada&#8221; (ainda havia tanto a dizer ..) tinha três páginas de puro sentimentalismo.</p>
<p>Odiava o jeito como sentia as coisas. Era sempre exagerado, sempre extremo; aterrador.</p>
<p>Enviou.</p>
<p>Foi dormir e, no dia seguinte &#8211; a carta, a bebida e os sentimentos ainda inconscientes &#8211; decidiu sair.</p>
<p>Quando voltou à casa, ao cair da noite, percebeu que havia algo errado. Um peso reconfortante e conhecido, algo morno dentro de si, um rumo em particular que seus pensamentos seguiam.</p>
<p>Lembrou de tudo ..</p>
<p>.. e pior, lembrou da carta!</p>
<p>Lhe telefonou para garantir indiretamente que não a tivesse lido e, isso uma vez feito, deletou-a. Nem a salvou, por medo de cair em tentação de enviá-la novamente num outro momento frágil.</p>
<p>Com muito mais dificuldade &#8211; e quase a mesma imensa dor &#8211; trancou-se em seu peito de novo.</p>
<p>Definitivamente tinha que parar de escrever bêbado.</p>
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	</item>
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		<title>Difamação ..</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/07/27/difamacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 23:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[(f)utilidades]]></category>
		<category><![CDATA[adolescências]]></category>
		<category><![CDATA[absurdo]]></category>
		<category><![CDATA[difamação]]></category>
		<category><![CDATA[fofoca]]></category>
		<category><![CDATA[rumores]]></category>
		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[.. é uma coisa muito grave.
Mesmo.
Eu sempre tive uma notável fama exagerada e totalmente injustificada. Sempre corriam as histórias mais estapafúrdias sobre mim e eu sempre ficava sabendo por terceiros de notáveis peripécias nas quais eu fui protagonista e, por algum motivo, simplesmente não lembrava.
Tipo que na Grécia eu fiz uma orgia com dois homens [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=420&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>.. é uma coisa muito grave.</p>
<p>Mesmo.</p>
<p>Eu sempre tive uma notável fama exagerada e totalmente injustificada. Sempre corriam as histórias mais estapafúrdias sobre mim e eu sempre ficava sabendo por terceiros de notáveis peripécias nas quais eu fui protagonista e, por algum motivo, simplesmente não lembrava.</p>
<p>Tipo que na Grécia eu fiz uma orgia com dois homens e duas mulheres em uma cabine de banheiro (eu não só sou foda o suficiente pra arranjar quatro pessoas para transar comigo como consigo colocá-las todas num banheiro &#8211; e fazer sexo)</p>
<p>Tipo que em Nova York eu traí meu namorado &#8211; com três pessoas. (De novo, sou pica das galáxias)</p>
<p>Ou tipo numa festa ainda esse ano que eu estava feliz da vida ficando com o Santorinho e alguém me tira de lá chocada perguntando como eu posso estar traindo a minha recente suposta namorada (eu tinha acabado de terminar um namoro. Com um cara. Mas se eu sou foda pra transar com 4 num banheiro, arranjo uma namorada em uma semana FÁCIL)</p>
<p>Primeiro, eu não me importava por achar que essas histórias eram absurdas demais para serem críveis.</p>
<p>Depois, vendo que algumas pessoas realmente acreditavam, continuei sem me importar, por achar que meus amigos sempre saberiam que eu não faria essas coisas absurdas.</p>
<p>E <span style="text-decoration:line-through;">às vezes</span> muitas vezes <span style="text-decoration:line-through;">alguns</span> muitos deles acreditavam.</p>
<p>Para quem me interessava eu obviamente desmentia a história, mas qual é o objetivo em fazê-lo para desconhecidos? Que pensem o que queiram.</p>
<p>Pelo menos, até hoje, em todas as histórias eu era &#8220;foda&#8221; e até já me dei bem indiretamente por algumas delas. E já perdi namorado por causa delas também, mas o caso agora é outro.</p>
<p>Eis que a mesma fonte de todas essas histórias criou uma nova agora.</p>
<p>Essa me deixou até constrangida pelo nível de ridículo e o número absurdamente elevado de amigos meus que acreditaram nela.</p>
<p>Eu, supostamente, teria ficado bêbada na casa da Madá, sentado no colo de um amigo meu que está namorando (e cuja namorada está agora na grécia) e, prestem bastante atenção nessa parte, por favor, <strong>comido doce de leite da boca dele</strong>.</p>
<p>Pelo amor de deus, né, gente, depois da fama de fodona querem me taxar de gordinha sedutora? Assim não dá! <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Tem que rir pra não chorar, fazer o que)</p>
<p>A única verdade nisso é que a gente tava na casa da Madá. Geralmente a parte da bebedeira costuma ser verdade também, mas nesse dia nem isso, sabe. Já mandei um depoimento pra pobre garota antes que algum &#8220;bem intencionado&#8221; estragasse a viagem &#8211; e o namoro &#8211; dela, mas essa falta do que fazer das pessoas tá começando a ficar bem incômoda.</p>
<p>Se bem que não vou nem reclamar muito se não vai começar a rodar por boca de matilde que eu me droguei e espanquei todos os envolvidos na história com um taco de baseball e vai ser complicado de explicar pra polícia ..</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/420/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/420/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/420/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=420&subd=existencialidades&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Dois perdões</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/07/24/dois-perdoes/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 23:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela andava impaciente pelo quarto, desorganizando o desorganizado como seus cabelos naqueles dias que por mais que escovasse, molhasse, prendesse, tentasse, os nós só se embaralhavam mais, aumentando a juba característica.
Aquilo definitivamente não estava fazendo bem ao seu coração, aquelas mudanças todas.
Se o corpo sofre as mudanças de temperatura, nada mais lógico que o coração [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=418&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ela andava impaciente pelo quarto, desorganizando o desorganizado como seus cabelos naqueles dias que por mais que escovasse, molhasse, prendesse, tentasse, os nós só se embaralhavam mais, aumentando a juba característica.</p>
<p>Aquilo definitivamente não estava fazendo bem ao seu coração, aquelas mudanças todas.</p>
<p>Se o corpo sofre as mudanças de temperatura, nada mais lógico que o coração sofrer as mudanças de sentimento.</p>
<p>Era muita coisa, saudade, euforia, tristeza, raiva .. amor.</p>
<p>Quente, frio, quente, frio ..</p>
<p>Viu o mundo girar, mas não tinha nada de sólido pra se agarrar, apenas poeira de desejos ..</p>
<p>caiu.</p>
<p>&#8220;É a pressão. Deve ter baixado de novo. Ou é só meu coração decidindo ficar de cama. Pobre coração, o que fiz com você?&#8221;</p>
<p>Ouviu a música que saía das caixas de som abaixar lentamente (&#8220;Distante como você&#8221; &#8211; pensou) enquanto tentava afastá-la <span style="text-decoration:line-through;">do coração</span> dos ouvidos.</p>
<p>Por ser inevitável, ou pelo peso insustentável deste último pensamento, desmaiou.</p>
<p>-</p>
<p>Desculpa, coração. Não me queira mal. Sei que te  tranquei, ignorei seus gritos. Pequei contigo, e ciente do que fazia.</p>
<p>Te encarcerei num cubículo escuro e solitário e ainda te olhava feio quando reclamava por ar.</p>
<p>Confesso, me enraiveci com você uma vez mais quando acordei do meu desmaio, mas te perdôo. Você tem todo o direito de estar de mal comigo.</p>
<p>E peço perdão por isso, mas não há como nos reconciliarmos neste momento.</p>
<p>Agora, te perdoando e pedindo perdão, te sufoco em teu cubículo, aceitando de bom grado qualquer forma de protesto &#8211; sejam desmaios, lágrimas, ou faltas de ar &#8211; que você queira exteriorizar.</p>
<p>É tudo que você pode fazer enquanto eu faço tudo que eu posso.</p>
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			<media:title type="html">Isa</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Música Européia do Leste</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/07/20/musica-europeia-do-leste/</link>
		<comments>http://existencialidades.wordpress.com/2009/07/20/musica-europeia-do-leste/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 23:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[festa estranha com gente esquisita]]></category>
		<category><![CDATA[leste europeu]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[vodka]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://existencialidades.wordpress.com/?p=414</guid>
		<description><![CDATA[(ou Não Julgue uma Festa pelas Pessoas da Porta)
Sábado eu e uns amigos combinamos de ir em uma festa de música européia do leste, num ex-prostíbulo a 15 reais a entrada com vodka de graça.
Chegando lá, todos menos a Branca resolveram que as pessoas na porta pareciam muito esquisitas e que não achavam que valesse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=414&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>(ou Não Julgue uma Festa pelas Pessoas da Porta)</p>
<p>Sábado eu e uns amigos combinamos de ir em uma festa de música européia do leste, num ex-prostíbulo a 15 reais a entrada com vodka de graça.</p>
<p>Chegando lá, todos menos a Branca resolveram que as pessoas na porta pareciam muito esquisitas e que não achavam que valesse 15 reais entrar pra descobrir.</p>
<p>Fomos prum bar que sempre vamos, bebemos uma cerveja e todo mundo decidiu ir embora, lá por meia noite, uma hora da manhã, sei lá.</p>
<p>A essa altura eu já tinha ficado com vontade de ir na festa &#8211; pelo simples fato de não resistir a experiências novas (e vodka grátis) &#8211; e eu e Branca convencemos a Ana e o Rodrigo a ir junto.</p>
<p>Entramos, nossas identidades falsas aceitas com louvor, e subimos as escadas prendendo a respiração de expectativa.</p>
<p>As pessoas estranhas da porta estavam lá, mas as outras eram normais.</p>
<p>E se não fossem, qual o problema? A gente não é lá muito normal também.</p>
<p>Fomos pra pista e fiquei muito encantada com a música. Tinha um violino, uma guitarra, um baixo, um DJ e umas ciganas e a música era diferente de tudo que eu já tinha ouvido.</p>
<p>E do melhor jeito possível.</p>
<p>Logo, um dos objetivos desse post é recomendar a todos os poucos que me lêem de pesquisarem bandas do leste europeu. A mais famosa por aqui é Gogol Bordello (http://www.myspace.com/gogolbordello), mas se gostarem procurem se informar mais.</p>
<p>É sempre bom descobrir novas culturas <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Eu tinha algum amor, eu era bem melhor</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 01:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[caos urbano]]></category>
		<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>
		<category><![CDATA[chansons d'amour]]></category>
		<category><![CDATA[hermanos]]></category>
		<category><![CDATA[metro]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece muito longe, eu ainda lembro, mas estou esquecendo .. e esquecer me parece terrível.
Eu lembro, eu via beleza em tudo, encontrava amor em toda a parte. Parecia tão natural quanto as respirações das pessoas, estava ali, evidente em cada movimento.
É visível a quem ama e é correspondido, mas pouco, porque as pessoas acabam se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&blog=3183005&post=411&subd=existencialidades&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Parece muito longe, eu ainda lembro, mas estou esquecendo .. e esquecer me parece terrível.</p>
<p>Eu lembro, eu via beleza em tudo, encontrava amor em toda a parte. Parecia tão natural quanto as respirações das pessoas, estava ali, evidente em cada movimento.</p>
<p>É visível a quem ama e é correspondido, mas pouco, porque as pessoas acabam se voltando apenas para seus próprios amores. Não as culpo, faz todo o sentido.</p>
<p>Mas quando você ama apenas &#8220;pela beleza do gesto&#8221;, sem esperar muito, ou até nada em troca, a beleza não se foca em você e na outra pessoa, mas sim em todo o mundo. Não é que seja mais bonita, é, apenas, menos limitada .. o universo é maior. Mesmo sabendo que isso ia acabar morrendo com o tempo, que algo tão grande não poderia sobreviver sem nunca ser correspondido (Seria preciso que você avançasse, se quiséssemos acabar com a distância entre nós), abrir mão disso me doeu como um assassinato. &#8220;Não escute se ela te implorar, você sabe que ela deve morrer de uma segunda morte, então mate-a de novo.&#8221;</p>
<p>Depois que resolvi deixar esse sentimento de lado, gradativamente ele foi sumindo das pessoas à minha volta e agora pra onde eu olho só vejo vazios idênticos aos da minha alma.</p>
<p>Hoje fui descendo a rua e até as pessoas que andavam em manadas me pareciam ilhadas umas das outras, separadas por quilômetros de distância.</p>
<p>Entrei no metrô, e o casal na minha frente parecia um par de estranhos. A mulher estendeu o celular para fotografar os dois e, mesmo antes de ela olhar para a foto com um olhar de desgosto e apagá-la, eu já sabia que ela não ficaria boa, pois não havia sentimento para capturar, apenas dois corpos um ao lado do outro.</p>
<p>Dói a estranheza desse vazio, mas me assusta muito a interpretação disso como algo normal. Não quero esquecer do amor que outrora o habitava, mesmo que a mera lembrança me dilascere em milhões de pedacinhos insignificantes.</p>
<p>Me sinto minúscula em um mundo ínfimo. &#8220;Cada segundo é como uma mão de terra,  cada minuto é como uma tumba. Veja como eu luto, veja o que eu perco&#8221;.</p>
<p>Eu fico tentando preencher os vazios, mas eles tragam tudo, se aproveitam de tudo para aumentarem.</p>
<p>&#8220;Eu bebi doses, e doses, e depois mais doses [...] mas acabava voltando a você. Eu só queria um corpo, eu só procurava braços, uma cama de reconforto, delícias sob os lençóis, mas ao invés disso ..&#8221; mais vazio.</p>
<p>Mais e mais.</p>
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