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	<title>Existencialidades</title>
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	<description>Marcas e lembranças que restaram de ter deixado te sentir tão forte assim.</description>
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		<title>Existencialidades</title>
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		<title>É de lágrima que eu faço um mar pra navegar</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 18:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem gente que não tem casa. Que mora na rua, ou em qualquer canto. Mas essas pessoas podem ter um la, um laço. Eu tenho uma casa. Uma casa enorme, com muitos cômodos, muita coisa, muito espaço. Mas eu não tenho um lar. Eu nunca tive lar, nunca estive lá. E sempre vinha algo ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=483&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que não tem casa.</p>
<p>Que mora na rua, ou em qualquer canto. Mas essas pessoas podem ter um la, um laço.</p>
<p>Eu tenho uma casa.</p>
<p>Uma casa enorme, com muitos cômodos, muita coisa, muito espaço.</p>
<p>Mas eu não tenho um lar.</p>
<p>Eu nunca tive lar, nunca estive lá.</p>
<p>E sempre vinha algo ou alguém pra me lembrar</p>
<p>Que aqui não é o meu lugar.</p>
<p>Aqui nem o que é meu me pertence</p>
<p>Nem uma fresta, nem um cantinho</p>
<p>Nenhum quarto em que eu pense</p>
<p>Com afeto ou com carinho.</p>
<p>Os cômodos estão todos cheios</p>
<p>Saturados de gritos e mágoas</p>
<p>Nenhum espaço em seus meios</p>
<p>Para mim ou minhas lágrimas.</p>
<p>Minha palavra não é moeda corrente</p>
<p>Minha opinião ninguém aceita</p>
<p>Minha voz ninguém entende</p>
<p>É coisa pouca, coisa besta.</p>
<p>-</p>
<p>A primeira poesia que eu escrevi, há muito tempo atrás, se chamava blackbird (que nem a música dos beatles). Eu era um passarinho preso, que vivia triste até o dia em que eu fugia. Os meus sonhos mais recorrentes são os que tem estranhos na minha casa me perseguindo.</p>
<p>Todos os dias importantes que eu me lembro (aniversários, natais, festas, provas de vestibular e hoje minha colação) começaram com a minha mãe brigando comigo por algum motivo, e o meu pai não fazendo nada. E eu não sou nada exigente quanto a esses dias, eu só espero que me deixem em paz.</p>
<p>Aqui eu não tenho um espaço privado, não tenho voz, e também não tenho nada para dizer a essas pessoas que vivem aqui. Nada.</p>
<p>Quase todo dia eu ouço &#8220;essa casa é minha&#8221; ou &#8220;quem manda aqui sou eu&#8221;</p>
<p>É terrível ..</p>
<p>Hoje era pra ser um dia incrível pra mim, esse dia nunca vai acontecer de novo, e meu momento mais feliz até agora foi ligar pro meu namorado e pedir pra ele me dar parabéns por eu estar me formando.</p>
<p>Eu continuo em frente, mas juro que não sei mais como .. eu apenas vou.</p>
<p>&#8220;é de mágica que eu dobro a vida em flor&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/483/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/483/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=483&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Isa</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Toi, mon amour, mon ami</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2010/12/14/toi-mon-amour-mon-ami/</link>
		<comments>http://existencialidades.wordpress.com/2010/12/14/toi-mon-amour-mon-ami/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 15:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[(ou o subestimado nada) Às vezes as pessoas esquecem como é gostoso ficar sem fazer nada. Ficar deitada, só por estar, sem esperar por anda, sem querer fazer nada além daquilo .. e estando com quem se ama. Deitada no peito amado, respirei fundo, fechei os olhos e me deixei tomar por aquele momento que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=466&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(ou o subestimado nada)</p>
<p>Às vezes as pessoas esquecem como é gostoso ficar sem fazer nada.</p>
<p>Ficar deitada, só por estar, sem esperar por anda, sem querer fazer nada além daquilo .. e estando com quem se ama.</p>
<p>Deitada no peito amado, respirei fundo, fechei os olhos e me deixei tomar por aquele momento que não sentia há tanto tempo: aquele ócio gostoso, despreocupado .. e tão tranquilo. Tão doce.</p>
<p>Tão breve ..</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/466/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/466/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=466&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Manifesto do amor</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2010/12/04/manifesto-do-amor/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 19:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por esses dias &#8211; não sei bem quando, nem muito bem porquê &#8211; alguns adolescentes cariocas decidiram se juntar na Lapa e ficar gritando &#8216;amor&#8217;. Só isso. A polícia &#8211; mostrando mais uma vez que não tem nada melhor pra fazer &#8211; tentou dispersar o angry mob com um spray de pimenta &#8211; aparentemente &#8211; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=462&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por esses dias &#8211; não sei bem quando, nem muito bem porquê &#8211; alguns adolescentes cariocas decidiram se juntar na Lapa e ficar gritando &#8216;amor&#8217;.</p>
<p>Só isso.</p>
<p>A polícia &#8211; mostrando mais uma vez que não tem nada melhor pra fazer &#8211; tentou dispersar o angry mob com um spray de pimenta &#8211; aparentemente &#8211; falso.</p>
<p>Agora, esses adolescentes de classe média/alta se vangloriam no facebook de ter feito um verdadeiro movimento de resistência à polícia pelo simples desejo de defender uma causa nobre.</p>
<p>Sinceramente?</p>
<p>QUE causa nobre?</p>
<p>O que vocês esperam ganhar com isso? Quem vocês pretendem ajudar? Duvido que ao menos uma das pessoas que estivesse lá soubesse me responder essas questões. Eles fariam como todos fazem hoje em dia ao serem questionados, desafiados a pensar: se irritariam, falariam duas ou três palavras vazias e decoradas de alguém bacaninha e iriam pro primeiro bar ao lado pra encher a cara e se gabar dos nobres feitos.</p>
<p>Eu conheci muita gente assim esse ano. Gente de vida confortável, que não se importa com nada realmente, mas procura alguma coisa para suprir esse imenso vazio existencial.</p>
<p>Isso foi muito ilustrado numa palestra que vi esse ano. Uma menina da série abaixo claramente disse, mesmo que sem querer, que ela procurava uma causa para lutar por, mas que não se IDENTIFICAVA com nenhuma delas.</p>
<p>Aposto que ela tava lá no tal manifesto do amor ou, se não estava, achou super bacana. Bem valente, bem .. engajado.</p>
<p>Aposto que muitas dessas pessoas que estavam lá gritando AMOR! AMOR! AMOR! semana passada estavam dizendo que traficante e bandido não é gente; tem que matar mesmo. Mata que resolve.</p>
<p>Então se permitam pensar um minuto.</p>
<p>Amor ao que? Amor a quem?</p>
<p>De repente vocês façam alguma coisa mais útil da condição de vocês.</p>
<p>Ou não ..</p>
<p>-</p>
<p>Ah, quem quiser, tem um vídeo do .. evento: http://www.youtube.com/watch?v=TAb1N4bQaL8</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/462/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=462&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O rio de janeiro continua sendo</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2010/11/25/o-rio-de-janeiro-continua-sendo/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 19:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu concordo, o Rio tá um caos. Me entristece ver tanto sofrimento, tanta morte, tanto fogo, tanta carcaça de ônibus carbonizado .. Mas sabe o que me corrói a alma? É ver todo dia, milhões de carcaças carbonizadas, mesmo que não pelo fogo, andando de cabeça baixa para seus subempregos, suas subvidas. Essas ninguém pára [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=455&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu concordo, o Rio tá um caos. Me entristece ver tanto sofrimento, tanta morte, tanto fogo, tanta carcaça de ônibus carbonizado ..</p>
<p>Mas sabe o que me corrói a alma? É ver todo dia, milhões de carcaças carbonizadas, mesmo que não pelo fogo, andando de cabeça baixa para seus subempregos, suas subvidas. Essas ninguém pára pra olhar, pra tirar foto, jogar na mídia.</p>
<p>Me mata ouvir tanta gente que acorda do lado certo do capitalismo, e que é supostamente a parcela instruída, iluminada da população, dizendo que a solução é sair matando.</p>
<p>A polícia do Brasil é uma das mais violentas do mundo, será que ninguém notou que não adianta? Que a violência do povo oprimido também só faz aumentar? O desespero sobe, às vezes. E me enfurece ouvir que eu estou defendendo bandido ao invés de gente de bem. O Estado tem a obrigação de possibilitar que todos sejam gente de bem .. e muitas vezes nem quem recebe todos os recursos possíveis escolhe esse caminho! Então não venha me falar de bandido e gente de bem.</p>
<p>Me estilhaça por inteiro saber que isso tá acontecendo &#8211; e muito pior! &#8211; todos os dias na zona oeste desde essa besteira de UPP &#8211; SIM, besteira!! &#8211; e só cai na mídia quando acontece na zona sul.</p>
<p>O que adianta não é expulsar traficante do morro. Não é bala. Não é reformar uns barraquinhos, e chamar de reforma. Tem que dar moradia, estudo, saúde e alimentação de qualidade, e acessível a todos. Isso resolve. Bala só traz mais bala. Mas realmente, é um processo lento .. e &#8216;sabe como é, as olimpíadas &#8216;tão aí ..&#8217;</p>
<p>Mas eu entendo, porque só agora essa violência tão antiga se tornou chocante.</p>
<p>As pessoas esperam que essas coisas aconteçam na zona oeste. Mais cruel, no fundo, bem no fundo, elas desejam que isso ocorra lá;</p>
<p>desde que assim fique bem longe das portarias da zona sul.</p>
<p>Morte? Fogo? Caos? Isso é para a plebe. Pra Ipanema não.</p>
<p>E não venham me dizer que estou criticando Ipanema. Amo Ipanema. Amo as ruas, a praia, o sol de Ipanema. O que eu odeio é que mesmo por um segundo, mesmo que para uma única pessoa, Ipanema seja mais importante que qualquer outro bairro da Zona Oeste, da Zona Norte ..</p>
<p>O que me enfurece é gente pequena, de mente fechada.</p>
<p>Polícia corrupta e violenta.</p>
<p>Estado passivo.</p>
<p>E, principalmente ..</p>
<p>gente dizendo que tem mais é que matar esse &#8216;povinho&#8217; todo pra peparar o país pras olimpíadas.</p>
<p>Faça-me o favor!</p>
<p>O brasil tem que ser melhorado para os brasileiros.</p>
<p>O primeiro passo é os brasileiros saberem disso ..</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/455/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/455/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=455&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Estranho o que te faz sentir</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2010/11/25/estranho-o-que-te-faz-sentir/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 13:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre fui dessas que escreve triste. Que escreve no choro, na dor, na solidão, na dúvida. E no amor, mas no amor triste, que também é tão bonito .. Eis que achei um amor feliz. Um amor tranqüilo, profundo, contente .. e por isso bonito. Um amor que só causa o sofrimento da saudade. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=452&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre fui dessas que escreve triste. Que escreve no choro, na dor, na solidão, na dúvida.</p>
<p>E no amor, mas no amor triste, que também é tão bonito ..</p>
<p>Eis que achei um amor feliz. Um amor tranqüilo, profundo, contente .. e por isso bonito.</p>
<p>Um amor que só causa o sofrimento da saudade. Porque o ano é tão difícil e os horários nunca batem..</p>
<p>Então pode ser que tenha quem ache, se é que alguém vai ler isso depois de tanto tempo assim, que esse é só mais um desabafo triste.</p>
<p>Mas não é.</p>
<p>É o mais feliz dos desabafos.</p>
<p>Eu me perdi tanto, caminhei tão torto, insisti tanto .. e tudo isso na entrada de um ano tão difícil .. mas me encontrei. E bem a tempo .. e uma vez encontrada, encontrei  forças pra agüentar o estresse (assim bem brasileiro), o pouco tempo, a pressão e a família.</p>
<p>E respiro com dificuldade, sempre chorando muito.</p>
<p>Mas vivo.</p>
<p>E a vontade de parar, de esquecer, de sumir .. nunca é maior do que a força pra mover meu próximo passo;</p>
<p>sempre pra frente.</p>
<p>Vai ver que no fundo, não é a tristeza que me impulsiona a escrever.</p>
<p>É só amor;</p>
<p>Sempre amor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/452/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/452/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=452&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Gota d&#8217;Água</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/11/20/a-gota-dagua/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 01:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[chuvisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu te dei tudo que eu tinha no primeiro momento que você sorriu pra mim; desse ponto em diante fui te dando tudo que nunca tive. Até que não me sobrou nada, nem passado, nem presente, nem futuro, nem escrita, nem sentimento, nada. Nem você. Que eu só consegui agradar nos tempos fáceis, de consolo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=448&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu te dei tudo que eu tinha no primeiro momento que você sorriu pra mim; desse ponto em diante fui te dando tudo que nunca tive.</p>
<p>Até que não me sobrou nada, nem passado, nem presente, nem futuro, nem escrita, nem sentimento, nada. Nem você.</p>
<p>Que eu só consegui agradar nos tempos fáceis, de consolo, de ajuda, de peripécias; mas nunca nas mínimas discordâncias, a cada menor conflito &#8211; com os outros, ou melhor, com a outra que, no final, mesmo com tudo que te dei, é a única bagagem que você trouxe, teve e vai levar da nossa história: as vezes que te consolei por ela, as vezes que te abracei por ela, as vezes, até, que por ela te beijei. No nosso filme, agora ou no futuro próximo em que rolarem os créditos, aparecerá o nome dela primeiro, seguido pelo seu. Mais àbaixo estarei eu, como garota #1, quiçás #2, quem sabe?</p>
<p>Definitivamente não eu. Eu não entendo mais nada, isso eu também dei pra você. Não entendo como por mais que eu tente cuidar de você o tempo todo, e tente por tudo acalmar tuas tempestades, no final sempre te enraivecia. Não, enraivecia não; no final eu nem mesmo te tocava.</p>
<p>&#8220;Desculpa; é só isso que eu posso te dizer.&#8221;</p>
<p>É sempre assim, né? No final é sempre você com uma palavra e eu com um monólogo. Mas como pode ser só isso se eu te dei todas as minhas palavras, cada um dos meus sentimentos? Entenda, não te quero mal nenhum, eu só queria entender pra onde foi tudo isso se numa desavença ordinária eu percebo que você não guardou nada.</p>
<p>E quanto a isso, que ninguém se engane: eu te amo com todas as forças que já não tenho. Amo, mesmo que não possa dizer que isso é tudo que me resta, pois já virou meu corpo, meu ar, que só não te dei por não ser viável. Se não, daria. Não conta. Nada mais conta e, ainda assim, eu te amo, sim, amo, e não te guardo raiva nenhuma. Mesmo que tudo que eu te diga saia com ares agressivos, não te culpo por nada do que me trouxe até aqui. Você nunca tentou me enganar, e eu percebia tudo muito rápido, mas aceitava qualquer coisa pra estar ao teu lado. Aceitaria ainda, e para sempre, se você não tivesse me falado do mal estar que te causo, ao qual eu fazia vista grossa, mas que agora não tenho mais como negar.</p>
<p>Eu só não sei o que eu faço agora, se cada minuto sem você me é o mesmo que vidas, várias vidas vazias, de nascimentos confusos e mortes solitárias, sem nada no meio. Não sei pra onde vou se tudo que eu vejo é você, é de onde eu tenho que partir.</p>
<p>Fui indagar da lua uma direção, qualquer coisa, mas ela se envergonhou do meu estado e se escondeu. Não é terrível? Nem a lua me sobrou, no mais infeliz dos meus dias só 10% dela estava iluminada e, ainda assim, escondida por nuvens. Não se vê nenhuma estrela no céu pra me apontar que caminho seguir, o que me resta a fazer.</p>
<p>O que me resta quando o ar vira a droga que me consome?</p>
<p>O que me resta se meu corpo, meu próprio organismo, me impele a continuar tragando-a?</p>
<p>Se, por mais que eu tente parar, acabar com tudo, é meu próprio sadismo que me envia mais uma inspiração contaminada, antes mesmo que eu chegue perto de estar longe da desintoxicação?</p>
<p>O que me resta é a morte, mas sem a paz.</p>
<p>É o purgatório, mas sem o conforto da familiar companhia de outros sofredores.</p>
<p>O que me resta tem teu nome e é a ausência absoluta de você;</p>
<p>é o vazio</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/448/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/448/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=448&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Obsessão</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/09/19/obsessao/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 01:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[.. é algo que eu definitivamente sou incapaz de compreender nesse momento. Eu realmente fico embasbacada &#8211; e meio entediada, confesso &#8211; ao ver inúmeros de meus amigos obsecados &#8211; ao mesmo tempo! &#8211; por uma determinada pessoa ou coisa. Tem duas amigas minhas, em especial, que estão obsecadas por uma pessoa que mal conhecem. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=446&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.. é algo que eu definitivamente sou incapaz de compreender nesse momento.</p>
<p>Eu realmente fico embasbacada &#8211; e meio entediada, confesso &#8211; ao ver inúmeros de meus amigos obsecados &#8211; ao mesmo tempo! &#8211; por uma determinada pessoa ou coisa.</p>
<p>Tem duas amigas minhas, em especial, que estão obsecadas por uma pessoa que mal conhecem. Pra quê?</p>
<p>Não sei se é porque estou numa fase de maior desapego, mas realmente ma parece absurdo e muito, muito chato ficar o dia inteiro pensando numa pessoa fixa, numa idéia só.</p>
<p>O que aconteceu com o multifuncionalismo que fora outrora tão estimado?</p>
<p>Encantamento é uma coisa .. eu me encanto sempre, mas me encanto por várias pessoas .. pessoas são extremamente encantadoras, e não há mal nenhum nisso.</p>
<p>Mas se apegar tão fácil assim é medonho. Se apegar pra mim é algo muito raro, extremamente especial.</p>
<p>É como se eu consentisse a penetração da minha alma à algo tão volúvel quanto uma pessoa.</p>
<p>Não quero um entra e sai de estranhos não, muito obrigada.</p>
<p>(Desculpem o tempo sumida, aos poucos pretendo retomar o ritmo)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/446/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=446&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O texto da caixa de violão</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/08/17/o-texto-da-caixa-de-violao/</link>
		<comments>http://existencialidades.wordpress.com/2009/08/17/o-texto-da-caixa-de-violao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 19:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentalismos]]></category>
		<category><![CDATA[caixa]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados 2008]]></category>
		<category><![CDATA[thiago]]></category>
		<category><![CDATA[violão]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu namorava o Thiago, no aniversário dele o presenteei com um violão, carinhosamente batizado de Jorge (e mais carinhosamente apelidado de Negão). A caixa do violão ficou aqui em casa. Pro dia dos namorados, escrevi na caixa de violão toda, frente e verso, tudo, simplesmente tudo que eu sentia por ele. É um texto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=443&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quando eu namorava o Thiago, no aniversário dele o presenteei com um violão, carinhosamente batizado de Jorge (e mais carinhosamente apelidado de Negão). A caixa do violão ficou aqui em casa. Pro dia dos namorados, escrevi na caixa de violão toda, frente e verso, tudo, simplesmente tudo que eu sentia por ele. É um texto muito importante pra mim, e, por isso, o ponho aqui no Exist junto com tantos outros sentimentos queridos. É o texto mais sincero que já escrevi e espero mesmo que ele o guarde pra sempre, porque deu trabalho.<br />
</em></p>
<p><em>-</em></p>
<p>Bebê,</p>
<p>hoje é dia dos namorados, esse violão foi seu presente de aniversário &#8211; que foi três dias depois dos nossos dois meses de namoro e dois dias depois dos nossos três meses juntos &#8211; e, logo logo, antes mesmo que a gente perceba, estaremos fazendo 4 e 5 meses, e 1 ano, e 2 e 3 ..</p>
<p>Passei muito tempo pensando no que eu ia escrever nessa caixa; eu não podia desejar, porque já tinha desejado no depoimento de aniversário, e eu não podia agradecer, porque já tinha agradecido não só no cartão de dia dos namorados como em todos os dias desde que você apareceu na minha vida. Não podia ser qualquer coisinha; essa caixa representa um monte de datas, um monte de tempo, um monte de .. sentimentos, sensações. E é deles que eu vou falar. Desse &#8220;whole new world&#8221; que você implantou na minha vida e que é tão, tão! mais bonito mais colorido, mais .. mais vivo, cacete, por mais redundante que isso possa parecer.</p>
<p>Vou falar de como a felicidade é mais constante, como a saudade é mais forte, como os batimentos cardíacos são mais acelerados, os beijos mais longos, os abraços mais apertados, os olhares mais profundos, as palavras mais significativas e o amor maior, mais sincero, mais absoluto. Mais recíproco. E como é tudo tão maravilhosamente novo, surpreendentemente único. A cada beijo, por mais constantes que esses sejam, eu sinto uma sensação totalmente nova, diferente de todas as outras mas que, ainda assim, de alguma maneira ou outra, sempre tem um pouco daquele sentimento do verdadeiro primeiro beijo, na casa do Alessio, aquele que anulou todos os beijos dados antes daquele. A cada &#8220;eu te amo&#8221;, por mais que esses possam parecer repetitivos a quem ouve de fora, meu coração dispara, até o ponto de parecer não caber no peito, exatamente como na primeira vez, no rosas, dia 22 de março de 2008, e ainda assim, completamente diferente.</p>
<p>Cada uma de nossas primeiras vezes está guardada na minha memória; mas com voce, não sei explicar, até as ações mais banais e cotidianas acabam sendo &#8220;primeiras vezes&#8221;: cheias de emoções inusitadas, abracadabrantes. E não sei se isso fica claro pra quem vê de fora, mas é absolutamente lindo; é de uma pureza praticamente sem igual. A maior parte das primeiras vezes de um ser humano ocorrem quendo ele é apenas um bebê pequeno e frágil, que não sabe muito bem como e porque ele foi parar naquele mundo tão complicado onde todos são maiores que ele e se recusam a explicar-lhe qualquer coisa que seja. É até engraçado imaginar que as pessoas me olham de fora e sequer imaginam o tamanho da minha sorte ! Elas não fazem idéia de como nossa relação é mágica, como esses sentimentos são complexos e como eu sou privilegiada por poder sentir e analisar sensações que, até hoje, eram exclusividades de bebês ! E eu não só lembro, como entendo cada uma dessas emoções. Não é tão dificil; é amor simples e puro mas, ao mesmo tempo, metamórfico. Ele desfila diante dos meu olhos nas mais diversas formas, nas cores mais brilhantes, eu faço o possível para tirar o maior proveito dele, para que meus olhos reflitam tudo aos seus. Por isso é tão importante te mostrar tudo que eu sinto: é tudo tão imcomparavelmente belo, puro. Graças a você eu sei o gelado do primeiro sorvete, a expectativa do primeiro filme, o desespero da primeira saudade, o salgado da primeira onda na pele, o doce da primeira palavra gentil, o frio da primeira brisa no rosto e o calor inconstante de um primeiro amor. Acima de tudo, a alegria na urgência de te fazer feliz, o MAIS feliz, como simples forma de, bom, agradecimento, mesmo que eu tenha decidido não me prolongar sobre esse tema. Não sei dizer se a explicaçao é válida, mas talvez tantas primeiras vezes sejam o motivo de todas as nossas despedidas parecerem eternas, sem importar se nos veremos no dia seguinte ou somente na quinta, conforme a hora da separação se aproxima, cada beijo fica maior, mais voraz, depois com mais ternura. Cada abraço mais apertado, desesperado, para ir se afrouxando lentamente até a hora que nossos corpos finalmente se separam e seguem cada um seu rumo. Outro privilégio.</p>
<p>Se primeiras vezes são destinadas a bebês, últimas vezes são destinadas a velhos, fracos, angustiados. Pessoas que já descobriram tudo e já estão cansadas desse óbvio todo. E eu, com você, posso ter várias últimas vezes sabendo que ainda terei uma vida delas pela frente, já que no final das contas elas acabam se confundindo com as primeiras, gerando vezes inomináveis, únicas; nossas. Outra beleza inegável. Nossa união ultrapassa as barreiras mundanas, não respeita ciclo de vida algum. Pode parecer exagero, ou até muita pretensão, mas eu realmente ouso afirmar isso tudo que eu escrevi aqui e, não obstante, declarar que acredito piamente que tudo isso faz total sentido. E faz. Pros outros, não sei, mas estou certa que você entende e sua simples compreensão é a única que preciso, tal como não preciso de outros olhares, outras palavras, outro alguém. Tudo que sempre quis e precisei se mistura, se confunde pra formar você, pura e simplesmente você, com todas as qualidades e imperfeições que criam, além das inúmeras sensações já citadas, uma nova definição de perfeição; o que é perfeito, não da maneira humana, utópica .. mas à minha maneira. E essa maneira é você, bebê, sem tirar nem pôr, com todas as pequenas coisas que me encantam. Seus ciuminhos, suas palhaçadas, as coisas que você sussurra no meu ouvido enquanto me abraça, me protege, me colocando o mais próximo de você possível. E ainda assim esse perto nunca parece suficiente, eu sempre quero mais, falar mais, beijar mais, abraçar mais, até te morder mais ou rir mais de você quando você morde meu nariz ou fala que minhas onomatopéias são lindas.</p>
<p>Você me tem tão completamente que tudo me lembra você. É meio que uma espécie de narcicismo às avessas que me faz achar que tudo foi  feito pensado pra você. Cada música, imagem, foto, poema, palavra, cada figura de linguagem, cada beleza, cada caos, cada excesso. Tudo criado por nossos jogos (<em>parêntese pra dizer que nessa palavra o Thiago não entendeu minha letra e eu demorei MUITO pra lembrar que palavra ficava aqui. Não é minha culpa se meu J é errado u.u</em>) ou leis, pela nossa união. Voce é a única pessoa que me encanta mais que Beatles e até hoje não sei se deixei clara tamanha intensidade. Acho que isso foi o mais próximo que eu já cheguei, mas continuo com aquela persistente sensação de que ainda há muito mais a ser dito;</p>
<p>Um mundo e meio meu amor. Você sabe bem.</p>
<p>&#8220;Limitless undying love which shines around me like a million suns and calls me on and on across the universe&#8221;</p>
<p>Te amo muito.</p>
<p>Beijos, isa.</p>
<p>-</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/existencialidades.wordpress.com/443/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/existencialidades.wordpress.com/443/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=443&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Geração Prozac</title>
		<link>http://existencialidades.wordpress.com/2009/08/13/geracao-prozac/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 03:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[adolescências]]></category>
		<category><![CDATA[relevâncias]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[avô]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me conhece bem sabe que meu avô sempre foi a pessoa que mais amei na vida. Mais que meus pais, mais que meus amigos, mais que qualquer um. Quando ele morreu, eu me afundei dentro de mim mesma. Foi quando comecei a escrever. Eu não contava o que eu realmente sentia pra ninguém, eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=441&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece bem sabe que meu avô sempre foi a pessoa que mais amei na vida. Mais que meus pais, mais que meus amigos, mais que qualquer um.</p>
<p>Quando ele morreu, eu me afundei dentro de mim mesma. Foi quando comecei a escrever. Eu não contava o que eu realmente sentia pra ninguém, eu escrevia e chorava tudo.</p>
<p>Eu lembro muito bem.</p>
<p>Eu tava na sétima série e minha escola fez uma viagem para Minas. Num certo dia da viagem eu passei muito mal, fiquei indisposta o dia todo .. quando cheguei no Rio descobri que ele tinha morrido naquele dia mesmo.</p>
<p>Ele tinha um grau absurdo de diabetes e ainda andava e via perfeitamente .. não é conversa de neta coruja, ele era um milagre médico. Ele estava internado para uma cirurgia, nada sério .. eu planejava visitá-lo quando voltasse de Minas e dar um All Star pra ele.</p>
<p>Eu perdi a pessoa que mais amei no mundo, e foi duro, foi extremamente difícil, mas eu me recuperei. Demorou muito, principalmente porque eu não me abri com ninguém a respeito.</p>
<p>A escrita num primeiro momento me isolou na tristeza mas, quando me cansei dela, foi a escrita que também a tirou de mim e até hoje sou muitíssimo grata.</p>
<p>Essa recuperação lenta e sofrida foi muito significativa na minha formação de caráter. Eu me fortaleci muito. Minha visão do mundo mudou drasticamente, e pra melhor.</p>
<p>Foi a pior coisa que me aconteceu, e ainda assim eu sei que podia ser tão pior! Sei que essa conversa é clichê, mas REALMENTE tem gente que não tem o que comer, ou onde dormir .. tem gente que apanha todo dia, tem gente que vai morrer sem ninguém pra chorar por elas .. o meu pior foi muito leve e, vejam só, eu superei. Tudo isso na tenra idade de 13 anos.</p>
<p>Por isso fico injuriada com essa história de anti-depressivos.</p>
<p>Duas amigas minhas tomam, uma de 16 e uma de 18 anos.</p>
<p>A primeira tem muitos problemas com os pais. A segunda perdeu uma namorada pela qual era particularmente apegada.</p>
<p>Por favor, né?</p>
<p>Não quero minimizar os problemas das duas, que me são muito queridas .. mas vamos falar francamente, QUEM não tem problema com os pais? Não, sério mesmo.</p>
<p>Meu pai é um ultra-pessimista maníaco com TOC que não quer que eu saia de casa quando ELE está de mau-humor (ou seja, sempre)</p>
<p>Minha mãe é racista homofóbica interesseira preguiçosa chantagista (insira aqui resto da lista)</p>
<p>E eu moro com eles!</p>
<p>Hoje estou solteira, o que significa que não um, não dois e nem três, mas QUATRO relacionamentos meus acabaram, por minha escolha ou não!</p>
<p>E não é refresco, mas é totalmente superável.</p>
<p>Não consigo ver motivo plausível nenhum para qualquer pessoa precisar de remédios para sobreviver, é tudo questão de lutar ou jogar a toalha.</p>
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		<title>Duplas</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 02:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isa</dc:creator>
				<category><![CDATA[delírios]]></category>
		<category><![CDATA[relevâncias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi tudo. Foram as formas, o contato, os olhares, eu descobri quando seria. E seria no dia seguinte. Não sei bem o que foi, mas algo me segurou o sono e vagando pelo quarto achei a massa preocupadoramente grande de manuscritos feitos nas férias, nas horas insônes, nas horas de frio, nas horas de preguiça, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=existencialidades.wordpress.com&amp;blog=3183005&amp;post=434&amp;subd=existencialidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi tudo.</p>
<p>Foram as formas, o contato, os olhares, eu descobri quando seria.</p>
<p>E seria no dia seguinte.</p>
<p>Não sei bem o que foi, mas algo me segurou o sono e vagando pelo quarto achei a massa preocupadoramente grande de manuscritos feitos nas férias, nas horas insônes, nas horas de frio, nas horas de preguiça, nas horas de ressaca.</p>
<p>Joguei tudo fora. Páginas e mais páginas de pensamentos imortalizados mortas.</p>
<p>Eu sabia bem o que era aquilo, e tinha que parar. Era eu tentando fugir do mundo de novo e me isolar no papel.</p>
<p>E eu não sou assim. Eu ajo primeiro, penso depois. Não é o que nenhuma mãe recomendaria, mas é o que me permite permanecer no mundo, ficar viva. Ser a pessoa que eu sou e sinto prazer em ser, essa pessoa fácil, leve, que pensa e escreve MUITO, mas leva a escrita em função da vida e não o contrário.</p>
<p>Olhei pro relógio; eu deveria acordar dali a duas horas, e me tentou usá-las para descarregar a expectativa na escrita, mas resisti. Senti que precisava guardá-la, e o fiz.</p>
<p>Acordei, mesmo que com certa dificuldade, levantei, me vesti rapidamente e fui. Novamente, fui pega por uma tentação viciosa: alimentar-me dos pensamentos ao invés de nutrientes.</p>
<p>Tomei um copo de leite e fui, &#8220;cabeça doida, coração na mão&#8221;.</p>
<p>Cheguei, pensando em não tentar me manter calma .. e percebi que de fato não precisava.</p>
<p>Você entrou e, chegada a hora, levantei e te olhei. Registrei meu primeiro impulso &#8211; embora admita que possa ter sido o seu &#8211; enlacei seu corpo que já enlaçava o meu e te beijei.</p>
<p>Um beijo que não selava contratos, não estabelecia regras, era apenas aquilo: a externização da vontade de duas pessoas, em acordo mútuo.</p>
<p>E ao contrário do óbvio, não foi vazio. Irrita-me profundamente essa idéia fabricada de que a falta de um compromisso injustificado e forçoso gere beijos desprovidos de emoção e significado.</p>
<p>Perdoem a expressão, mas foi um puta beijo.</p>
<p>Foi rápido, confidencial e culposo e foi no meio desses elementos duvidosos todos que eu finalmente imortalizei todos os meus pensamentos, vontades e dúvidas em forma física e viva, que respira;</p>
<p>imortal na vivacidade de um desejo e não no morto de um papel abandonado nos cantos da minha mente ou do meu quarto.</p>
<p><em>&#8220;Meu coração não mente quando canta e diz</em></p>
<p><em>Eu faço exatamente o que eu sempre quis</em></p>
<p><em>E é muito importante que eu seja feliz ..&#8221;</em></p>
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