Publicado por: Isa em: Agosto 2, 2009
Foi tudo.
Foram as formas, o contato, os olhares, eu descobri quando seria.
E seria no dia seguinte.
Não sei bem o que foi, mas algo me segurou o sono e vagando pelo quarto achei a massa preocupadoramente grande de manuscritos feitos nas férias, nas horas insônes, nas horas de frio, nas horas de preguiça, nas horas de ressaca.
Joguei tudo fora. Páginas e mais páginas de pensamentos imortalizados mortas.
Eu sabia bem o que era aquilo, e tinha que parar. Era eu tentando fugir do mundo de novo e me isolar no papel.
E eu não sou assim. Eu ajo primeiro, penso depois. Não é o que nenhuma mãe recomendaria, mas é o que me permite permanecer no mundo, ficar viva. Ser a pessoa que eu sou e sinto prazer em ser, essa pessoa fácil, leve, que pensa e escreve MUITO, mas leva a escrita em função da vida e não o contrário.
Olhei pro relógio; eu deveria acordar dali a duas horas, e me tentou usá-las para descarregar a expectativa na escrita, mas resisti. Senti que precisava guardá-la, e o fiz.
Acordei, mesmo que com certa dificuldade, levantei, me vesti rapidamente e fui. Novamente, fui pega por uma tentação viciosa: alimentar-me dos pensamentos ao invés de nutrientes.
Tomei um copo de leite e fui, “cabeça doida, coração na mão”.
Cheguei, pensando em não tentar me manter calma .. e percebi que de fato não precisava.
Você entrou e, chegada a hora, levantei e te olhei. Registrei meu primeiro impulso – embora admita que possa ter sido o seu – enlacei seu corpo que já enlaçava o meu e te beijei.
Um beijo que não selava contratos, não estabelecia regras, era apenas aquilo: a externização da vontade de duas pessoas, em acordo mútuo.
E ao contrário do óbvio, não foi vazio. Irrita-me profundamente essa idéia fabricada de que a falta de um compromisso injustificado e forçoso gere beijos desprovidos de emoção e significado.
Perdoem a expressão, mas foi um puta beijo.
Foi rápido, confidencial e culposo e foi no meio desses elementos duvidosos todos que eu finalmente imortalizei todos os meus pensamentos, vontades e dúvidas em forma física e viva, que respira;
imortal na vivacidade de um desejo e não no morto de um papel abandonado nos cantos da minha mente ou do meu quarto.
“Meu coração não mente quando canta e diz
Eu faço exatamente o que eu sempre quis
E é muito importante que eu seja feliz ..”
I’m alive!!
E com saudades.
E é muito importante que eu seja feliz.
É o mais importante. Todo o resto é balela e conversa fiada.
Oi! Passando para ver as novidades.
Adorei o sei texto, ficou especial. O finalzinho ficou lindo demais XD!
Beijos e até mais! Desculpa o sumiço ok?!
Passa lá quando possível!^^
Ui, que lindo isso! E não é a melhor coisa do mundo qdo algo excede nossas expectativas? Adoro qdo minhas vontades e desejos se materializam em forma física, realmente, adoro!!! Sensação boa demais, espero q dure muuito tempo ainda…
Adorei!
Bjos
Agosto 2, 2009 às 4:10 am
Humm..
Realmente existencialidades… tuas ou de algum personagem… mas pelo visto valeu a pena…
Ah!! Brigadão pelo comments no TOS… q bom que conseguimos fazer uns posts interessantes… rsrsrs
Beijão
Neo