Acho necessário.
Mas isso realmente é muito eu, achar necessário tudo em que acredito. O que não deve ser muito grave, pois eu nunca fui de acreditar em muitas coisas mesmo. Porém, dentre essas poucas, há uma que me vem fazendo pensar muito recentemente. Voltaire iniciou o positivismo por dizer que tudo era para o melhor no melhor dos mundos, da mesma forma que um cara que-eu-nao-sei-escrever-o-nome iniciou o negativismopor dizer que tudo era para o pior no pior dos mundos.
Tenho certeza que não fui a primeira e que definitivamente não serei a última a considerar que tudo possa ser para o melhor no pior dos mundos, e vice-versa.
Acho realmente necessária essa balança, ou melhor, não a balança em si, mas o fato de acreditar nela. É muita ilusão acreditar no positivismo por excelência, e é deprimente, nada saudável e obrigatoriamente falso acreditar no negativismo absoluto.
Todo mundo já teve bons momentos, e outros ruins.
Por escolha própria, acredito que depois de cada dia de chuva aparece o sol, que cada flor que morre logo é substituída, que a cada perda se ganha algo, que pra cada lágrima existe um sorriso, que pra cada doença há uma época de prosperidade, que pra cada decepção há um ombro amigo, pra cada frio um calor, pra cada amargo um doce, pra cada solidão uma pessoa, pra cada rompimento um novo amor.
Porém aceito cada chuva, cada flor que morre, cada perda, cada lágrima, cada doença, cada decepção, cada frio, cada amargo, cada solidão cada rompimento, sabendo sempre que eles têm tendência a voltar.
Pois há um certo tempo que fui influenciada a acreditar num final feliz. Culpa sua, deixo claro. Desde que você apareceu tenho essa irremediável certeza tão Bob Marley de que every little thing is gonna be alright. Posso estar deixando meio desregulada a tal balança, mas o que eu posso fazer?
É tudo por você.
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