(e alguns irmãos e meninos também)
Percebo o quão idiota é escrever para pessoas que, em sua maioria, não conhecem e, se depender de mim, nunca conhecerão esse espaço paralelo e escondido.
Mas elas são tudo pra mim. Fico vendo alguns males que nos infectaram recentemente, principalmente esse ano, dentre elas Camilla, Elena e coisas du genre (e é ótimo poder citar nomes aqui, cara) mas a essência meio que não se perde nunca. A essência, o mato, as OVELHAS COLORIDAS. Caramba, eu vou contar dessas tosquices pros meus netos, gente. Como a gente passava almoços inteiros estipulando cores, historinhas e árvores genealógicas batutas. Como vocês me acolheram, alimentaram e me deixaram quentinha e abrigada
durante todo esse curto tempo. Como cada uma de vocês entrou no meu pensamento, no meu coração, em cada uma das minhas veias, se apossaram, me prenderam me dando a maior liberdade da terra. Vocês dividiram cada um dos momentos que eu julgo importante, vocês se tornaram móveis da minha casa, canetas do meu estojo, páginas da minha agenda, fotos do meu orkut, as músicas do meu ipod, até os hematomas do meu corpo! Eu lembro do momento que eu conheci cada uma de vocês, começando pela Mari lá no jardim de infância do Suíço, passando pela Ana na primeira série, também no suíço. Ainda lá, lembro com detalhes do dia que conheci a Madá e a Yas, numa festinha de aniversário muito tosca da JÚLIA. Lembro da minha primeira conversa por GUNBOUND com a Carmen até o dia de conhecê-la no meu primeiro dia de “aula”, aquele experimental, na 5e de vocês. Lembro de fuxicar o orkut e aquele blog muito tosquinho da Sophie, com aquela foto dela com cara de mal-humorada num ônibus, até ver a mesma cara de mal-humorada no meu primeiro dia oficial, aquele da 4e, ainda na entrada. Lembro do primeiro ‘Oi Isa’, muito simpatiquinho da garota branca de óculos verdes, que poucos dias depois se tornaria a minha Blanche entrucalhada e, ainda depois, minha Blanche futura diretora de cinema de sucesso. Lembro de fingir entender o que a Juliette tava falando quando foi se apresentar pra mim, e de como eu comecei a entender melhor através dos meses, e a responder tão rápido quanto ela própria, ficando muito muito feliz ao ver que ela realmente entendia o que eu tava falando. Lembro de ensinar escravos de jó pra Ila e não entender porque todo mundo brigava tanto com ela. Lembro do Pedro me emprestando dois reais no meu aniversário, sem nem acreditar que era mesmo meu aniversário, e depois rindo horrores ao descobrir que era verdade. Lembro de trombar com o Marco no CDI, e abraçar o Alexandre naquele lugar perto do banheiro da cour verte. Lembro do Miguel pré-fase-punk me divertindo nas aulas do Miguel (professor) e falando de Maroon 5. Lembro de começar a falar com o Tito em Minas, e descobrir que ele não era o garoto insuportável que eu pensei que ele fosse.
Lembro de como cada um cresceu, se uniu, se separou, se mudou, ou apenas mudou mesmo. As brigas foram muitas, mas minha TPM confirma que eu realmente não poderia ter pedido família melhor.
And I love them, no estilo mais Beatles possível.
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