Absolutamente obsoleta.
E, nem tão aos poucos assim, me invadiu um sentimento que, mesmo com todas as minhas tentativas de contorná-lo, chegou inundando tudo que tenho por dentro, me tomou a alma, o coração, os pensamentos. Me veio um vazio - que não era fome - imenso, uma angústia, um tormento. Foi tudo caindo tão rápido que quando eu vi estava profundamente soterrada por todos os meus fracassos, minhas insuficiências.
Por que de repente parece que simplesmente eu não consigo mais fazer nada direito, nem uma coisinha apenas? É absurdo. E num passar de horas mais e mais coisas davam errado, e eu não podia mudar nenhuma delas .. e algumas eu já vinha tentando há tanto tempo! Mas tantas derrotas seguidas me fizeram perder qualquer disposição pra tentar salvar qualquer - qualquer - coisa que seja.
Mas, ao mesmo tempo, me veio uma ânsia desesperada de me fazer útil, sem importar como; qualquer situação era válida. Como eu sempre tenho uma certa preferência estranha por pessoas, fui observando cada um dos seres que mais prezo com uma única pergunta em mente: será que eu faço algum bem real para você?
Não dá mais tanto fracasso saturado. Não dá na escola, não dá com o Pedro, não dá em casa .. que agonia! Independente de quanto eu tente, parece que nunca melhora em nenhum aspecto. Por isso, ultimamente, eu me agarro. Me agarro na Sophie, na Mari, na Ana, na Paula e muito principalmente no Thiago. Me agarro na esperança de um abraço, um olhar sincero, quizás até uma frase bonitinha e encorajadora, gênero ‘não seria a mesma coisa sem você’.
E o mais estranho disso tudo, é que isso é apenas uma parcela de todo esse vazio que eu venho sentindo nos últimos dois/três dias e eu simplesmente não consigo explicar que outras causas ele possa ter. Já pensei diversas vezes, mas foi simplesmente tão repentino que tudo que consegui fazer foi meio poema meio feliz, meio desesperado - o que já é um avanço - e um texto idiota e extremamente existencial às 12:12 (uhul) e que não é de interesse de absolutamente ninguém.
Legal, Isa. Espetacular.
Arquivado em: adolescências, sentimentalismos | Tagged: pra casa do caralho, paredes, vazio, urgência