Existencialidades

“Festa estranha com gente esquisita”

Publicado por: Isa em: Abril 13, 2008

Festa estranha; inegável. Um barco de dois andares abrigando 180 pessoas alcoolizadas nunca poderia ser considerado normal.

Com gente esquisita; Aqui o sentido já fica menos literal. Como as pessoas com quem você vive todo dia podem ser esquisitas? Como em uma única festa todas as suas estruturas são fortemente abaladas a ponto desesperador? Como isso tudo vem junto com sua TPM? Nessa hora, o mais óbvio seria procurar consolo, ajuda, conforto nas suas melhores amigas .. mas o que fazer quando elas são exatamente o problema?

O que fazer se a yas acha que teve 38 no brevet só por causa do cigarro e imita TUDO que a carmen faz?

O que fazer se a carmen foi corrompida pelos amiguinhos estranhos dela?

O que fazer quando a pessoa que você viu crescer cheia de ideais, alergias, comunidades anti-tabaco no orkut e dando lição de moral em todo e qualquer fumante conhecido ou não fica bêbada, desgrenhada e fumando bem na sua frente?

O que fazer quando você não consegue parar de chorar e nenhum de seus amigos oferece o menor consolo?

 

PORRA, eu quero consolo, eu quero colo, eu quero que o caralho da MORAL, dos IDEAIS de vocês volte às suas cabecinhas jovens e perdidas.

Eu quero meu namorado aqui, agora.

Eu quero me dar bem com os meus pais.

Eu quero poder ajudar todo mundo, PORRA, eu não quero ouvir que não é problema meu.

Eu não quero ver minhas melhores amigas passando vexame sempre que tem uma festa, não quero aceitar que elas tenham virado posers ao ponto de fumar mesmo quase morrendo sufocadas no ato, só pra parecer um pouquinho mais cool.

Eu só quero fechar os olhos e expulsar tudo de ruim que está bem do meu lado, bem dentro de mim.

Eu só quero que tudo volte a ser como era antes.

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Ce ne sont pas mes gestes que j'écris, c'est moi, c'est mon essence. (Montaigne)

[Não são meus gestos que escrevo, sou eu, é minha essência]

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